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terça-feira, 1 de dezembro de 2015

A ÚLTIMA POSTAGEM

Nessa data, 25/11/2014, faz exatamente 1 ano que em busca de direitos, alguns aspirantes ao cargo de Agente Penitenciário " invadiram" o plenário da ALMG. Não obstante tenha se passado um ano, e pareça que seja um curto espaço de tempo não foi. Nesse ano que se passou, tive muitas decepções com o Sistema. A bem da verdade, três palavras caracterizam bem nossa estrutura: politicagem,  inércia e vaidade. A nossa conjectura política lembra muito o trecho da música ideologia: "os meus heróis morreram de overdose, meus inimigos estão no poder". Entre nossas idas e vindas nos movimentos sociais, tive uma conversa como Dep. Sargento Rodrigues que me advertiu sobre minhas críticas, que por sinal eram bastante ásperas. Dentre as suas palavras ele dizia que: "às vezes nós espoliávamos quem estava nos ajudando", hoje entendo muito bem o que o digníssimo Deputado quis dizer. Portanto, a verdade é que me enganei com nossos supostos pseudo-representantes. Sinceramente, o que ocorre no projeto de poder (entenda-se também por politicagem) é muito simples: os que se consideravam oprimidos querem ser opressores gerando com isso um círculo vicioso sem fim. Logo, é como dizia Charles Chaplin em sua divina atuação no filme "O Grande Ditador": "os tiranos querem liberdade, mas a querem para dominar o povo". Nesse um ano que se passou serviu para aprender, tomando muita pancada, diga-se de passagem, um pouco do funcionamento da política  ao qual estamos subordinado. E a dinâmica é muito simples, aos moldes do Brasil Imperial: " aos amigos TUDO, aos inimigos os rigores da LEI." Por conseguinte é assim que se trabalha o projeto de poder em nosso Sistema. Arraigada a questão politica está a Inércia. Essa então é apoiado no entrave que é a burocracia. Entre nossas idas e vindas pelos movimentos sociais escutei relatos de Agentes que estão esperando por suas Identidades funcionais a mais de 5 meses! E pasmem, alguns agente do concurso 2012 nem fizeram o Tecaf ainda. Mas é assim que a coisa anda: " senhozinho mando, guarda tem que fazer!". Por último, a vaidade. A essa não tem com mensurar seu estragos para nossa classe. E a famosa toada do " EU FIZ, EU QUERO, EU MANDO", contrariando o verdadeiro sentido das instituições democráticas. E há quem diga que em nossa função o servidor é a ponta da lança, a gestação participativa e blá, blá, blá! Portanto, essa data que deveria ser o memorial de nossa luta, tanto em prol do servidor efetivo, quanto contratado; o dia em que nós vencemos a autocracia e conseguimos nosso objetivos que era tanto a nomeação dos concursados, quanto a manutenção do emprego dos servidores do contrato, tem-se a nossa luta maculada por facínoras que olham somente o próprio umbigo. Contudo, haverá um dia em que nossa classe entenderá o verdadeiro valor que esse ato teve. Por fim, torço para que não seja tarde demais e que nossa classe não tenha se tornado uma espécie de curral de votos, pois, só de pensar assim sinto mal. Aproveito o ensejo, e digo que essa será a última publicação desse blog, bem como, o meu desligamento da vice-presidência da AASPESEN-MG, muito obrigado por todo o apoio que vocês "guardas" me deram!     




Nesse dia achei que nossa classe iria ser ajudada, engano o meu!